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"Força de Expressão" #17- Esta coisa estranha

Foto Filipe Vilhena | Direitos Reservados

Esta coisa de se sentir sozinho a toda a hora, mesmo quando estamos rodeados de pessoas é estranho. O sentimento de que o mundo gira, as coisas acontecem e tu estás ali. Parado. Cheio de trabalho e vazio de emoções. Não há nada que te faça verdadeiramente sorrir. Mas tu sorris,

Para não dar nas vistas.
Para não te perguntarem o que se passa,
Mas passa,
Passam os dias e as horas,
São longas demoras,
Que odeias e choras.

Longas caminhadas, só com pedras a atravessar.
O teu dia é cinzento, mas o sol está no céu,
A música está a tocar, mas só ouves silêncio.

Ai eu penso. Que falta faço? Não faço a mim mesmo, é certo. Mas faço a quem me ama. Decerto, que isto é incerto. E o deserto?

O deserto é o meu coração. Seco de emoções, onde a areia são as desilusões. Não há flores a nascer. Só cactos. Com picos. Que sugam o que resta em mim. Quem são os cactos? Todos. Os que me querem bem e mal. E porque sinto isto?

Não sei,
Não sou profeta,
Nem poeta.

Sou uma alma aberta. Prestes a partir. Mas que não tem coragem de ir. Chama-se cobardia. E assombra as noites e o meu dia.

E o dia?
No dia que for O dia
Eu serei mais triste.
Porque não soube superar.
E eu queria vencer.
Mas nem todos podem lá chegar.
E eu não vou chegar.

Por falar em chegar. Já chega de me lamentar. Porque tenho de ir sorrir por ai. Iludir a mente dos tais. Os tais que me amam e os tais que são a razão de estar aqui. Por agora.

Por: Filipe Vilhena

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