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"Segunda Opção" #153- "A Máscara": O segredo para a vitória da SIC?

Estreada a 29 de setembro de 2014, "Segunda Opinião" é uma parceria com o site Fantastic Televisão, onde todas as semanas é abordado um assunto do mundo televisivo.
Estreou no dia 1 de janeiro, proveniente do original sul-coreano "The Masked Singer", o novo formato da SIC, apresentado por João Manzarra. Prometia inovação, mistério e surpresas. Mas será que tem cumprido o objetivo?

A mecânica do programa é simples: são 12 concorrentes escondidos por máscaras, onde nem os jurados nem o apresentador sabem quem é. No final de cada emissão, um dos concorrentes é expulso e revela a sua identidade. Em jogo temos ainda o astronauta, a borboleta, o cavalo, o cavaleiro, o corvo, o leão, a pantera e o pavão. Os concorrentes já expulsos são o monstro (Maria João Abreu), poodle (Francisco Menezes), ananás (Rogério Samora), pérola (Diana Pereira) e o cavalo (Jel).

As galas são gravadas e, na sua totalidade, compostas apenas pelas atuações e palpites dos jurados. Verdade seja dita, "A Máscara" tem tanto de aborrecido como viciante. Não há nenhum momento alto durante o programa, o que o torna monótono. À parte disso, a curiosidade de saber quem se esconde atrás do disfarce é enorme e viciante. O que falta neste programa, são talvez mais atuações de convidados- tivemos na última gala António Sala- mas poderíamos ter mais dinâmica de música e menos momentos "vazios", com os jurados.

Sobre eles, o que vemos n' "A Máscara" não é positivo. A SIC juntou um painel muito estranho de "investigadores". Temos César Mourão, que é divertido e poderia ser boa opção, mas não tem agregado nada ao formato. Diz umas piadas sobre a figura mistério e nada mais. Já Sónia Tavares é o único elemento que entende de música, mas no meio de tanta "brincadeira", não consegue brilhar. Por fim, os atores Jorge Corrula e Carolina Loureiro são as escolhas menos prováveis e nada boas. Nenhum dos dois entende de música e o seu papel no programa é totalmente descartavel. Na SIC, teríamos nomes tão bons para os jurados, como: João Baião, entendido em palco e uma cara que já não aparece há muito tempo em horário nobre; outra opção seria FF, um talento enorme da música portuguesa e a apresentadora Cláudia Borges, que está há tanto tempo na SIC e tem tido tão poucas oportunidades para se mostrar.

As audiências estão a ser positivas e a opção de Daniel Oliveira em colocar o programa aos sábados e domingos vem destruir o pré-conceito de que os sábados à noite são menos importantes que os domingos. É uma opção que deve continuar na SIC, que tem estado a fazer um bom papel enquanto canal líder. Já provou que as manhãs são importantes, que os talk shows da tarde devem privilegiar a conversa e não o 760 e que pode haver um programa de debates e serviço público numa generalista privada. Com "A Máscara", o canal 3 também está a destruir ideias feitas deste tipo de programas, onde os concorrentes são a principal atração. Aqui, a atração é o talento e a curiosidade.

Num próxima temporada, a SIC deve melhorar apenas a dinâmica do formato e mudar o seu painel de "investigadores". Enquanto isso, "A Máscara" continuará em confronto com a TVI, que nem aos sábados nem domingos desarma. Apesar das derrotas, o panorama ainda pode mudar. É sempre bom estar atento à concorrência.

Por: Filipe Vilhena (Diário da TV)
Uma rubrica com a parceria "Fantastic Televisão"

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