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"Livro de Estante" #11 | "O Medo do Homem Sábio, parte I", de Patrick Rothfuss




Autor(a): Patrick Rothfuss
Título Original: The Wise Man's Fear (2011)
Editora: Edições Gailivro  
Páginas: 704
ISBN: 9789895578498

Sinopse do livro:

“Agora em O Medo do Homem Sábio, dia dois das Crónicas do Regicida, uma rivalidade crescente com um membro da nobreza força Kvothe a deixar a Universidade e a procurar a fortuna longe. À deriva, sem um tostão e sozinho, viaja para Vintas, onde, rapidamente se vê enredado nas intrigas políticas da corte. Enquanto tenta cair nas boas graças de um poderoso nobre, Kvothe descobre uma tentativa de assassínio, entra em confronto com um Arcanista rival e lidera um grupo de mercenários, nas terras selvagens, para tentar descobrir quem ou o quê está a eliminar os viajantes da estrada do Rei.

Ao mesmo tempo, Kvothe procura respostas, na tentativa de descobrir a verdade sobre os misteriosos Amyr, os Chandrian e a morte da sua família. Ao longo do caminho Kvothe é levado a julgamento pelos lendários mercenários Adem, é forçado a defender a honra dos Edema Ruh e viaja até ao reino de Fae. Lá encontra Felurian, a mulher Fae a que nenhum homem consegue resistir, e a quem nenhum homem sobreviveu… até aparecer Kvothe.
Em O Medo do Homem Sábio, Kvothe dá os primeiros passos no caminho do herói e aprende o quão difícil a vida pode ser quando um homem se torna uma lenda viva.”

Opinião:

Kvothe passa o primeiro dia a narrar a sua infância e primórdios de adolescência: aborda tópicos como a morte da sua família às mãos dos mitos Chandrian e a infância sofrida que daí resultou. Entramos assim no segundo dia: Já adolescente, depois de muito tempo a viver na rua, entra na universidade com 15 anos. Paga as propinas com o dinheiro que ganha a tocar Alaúde. Era extremamente dotado, um prodígio dizia-se.

Procura saber o nome das coisas, não só do vento. Porque nesta história, saber o nome das coisas dá-nos poder sobre elas. E, para descobrir os assassinos da sua família (sendo estes seres místicos) deveria controlar o nome de tudo, todos os elementos.

Acaba a conhecer Denna, uma rapariga selvagem, imprevisível, que rapidamente se torna a sua paixão. “Luta” com o seu inimigo Ambrose pelo amor de Denna o que lhe trouxe grandes problemas (vão ter de ler para saber mais.).

Afastou-se da universidade, mas ganha nome enquanto músico, principalmente junto da burguesia, o que lhe facilita um pouco a vida. Muda de cidade para uma nova vida e também por novas informações sobre os homicidas dos Edema Ruth.

Os primeiros 20 capítulos são uma continuação direta do O Nome do Vento (deixo aqui o link para o último "Livro De Estante"). Não sai muito da mesma linha. Como vos contei anteriormente, estes livros não podem ser lidos de maneira leviana. Leva o seu tempo a digerir a história. Tocando nesse aspeto, para mim esse pode ser o único ponto fraco do autor: criar deambulações e dilemas em excesso. São interessantes, atenção. E trazem muita da ação aos livros. Mas, sem eles, a história talvez fosse reduzida a metade das páginas.

Acho que me estou a conter nestas reviews. Mas não vos quero tirar a magia que senti ao ler, até porque magia não falta nestes volumes. Literalmente.

Patrick Rothfuss cria um cenário renascentista: desde a burguesia ás tabernas. E muito, mas muito mistério.

Termino a rubrica deste mês dizendo-vos que até hoje, com muitas outras centenas de livros lidos, não encontrei personagem tão complexa e fascinante como Kvothe (e isso quer dizer muito). Vejo-vos no terceiro dia.

Por: Raquel Branco

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