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"Dá que Falar" #31- O Agora Zé, o Agora Tânia e o Agora da RTP


Digam-me o que disserem, para mim, o José Pedro Vasconcelos e a Tânia Ribas de Oliveira formam, actualmente, a melhor dupla de televisão em Portugal. 

A surpresa que a RTP tinha preparado para as novas manhãs da RTP1, em 2014, pela mão de Hugo Andrade e da produtora Coral Europa, estava longe de ser tão grande e tão surpreendente como desde o primeiro "Agora Nós". 

Se da Tânia pouco mais há a dizer da sua fabulosa e brilhante carreira, na qual começou do princípio, ou seja, veio de baixo até ao cimo do cume da RTP, que soube aproveitar esta mulher que nasceu para ser uma comunicadora nata da nossa TV. Bonita, alegre, divertida, séria, brincalhona, emotiva e, acima de tudo, profissional. 

Em relação ao Zé Pedro Vasconcelos muito haveria a dizer, a começar pela grande e agradável surpresa que foi de o ver saber, e bem, apresentar um programa de daytime onde a prova de fogo é o de estar em direto em antena durante 3 horas. Nunca antes ele tinha feito algo parecido, nem de longe, nem de perto. 

O Zé Pedro Vasconcelos deu uma grande lição a todos aqueles que pensavam que ele era, apenas, aquele "maluco e doidivanas" que apresentava o "5 Para a Meia-.noite". Ele sabe mais de televisão do que muita gente pensa. Ele sabe mais de televisão do que muita boa gente que por aí anda a fazer TV em Portugal. Ele saiu vencedor, como já era esperado. 

Mas também não nos podemos esquecer que a base principal do Zé Pedro é a de actor, onde é a sua praia e onde a sua carreira começou. Alegre, irreverente, brincalhão, imprevisível e diferente de todos os outros apresentadores, a RTP tem aqui um profissional com características únicas e que deve saber aproveitar ao máximo. 

Os telespectadores agradecem. Oxalá que esta RTP saiba aproveitar estes 2 talentos que têm muito para dar à televisão em Portugal. Qual Goucha, qual Cristina! O que está a dar é mesmo o Zé Pedro e a Tânia Ribas de Oliveira.

NOTA POSITIVA 
O "Agora Nós" continua a marcar a diferença entre os programas das tardes úteis da TV portuguesa. Leve, divertido e sério quando assim tem que ser. Só é pena ter perdido uma das suas grandes referências, que alcançou nas manhãs da RTP1: o facto de ajudar as pessoas. Enfim, outros diretores, outras opções, outras visões.

O fim do espaço de opinião de Marcelo Rebelo de Sousa na TVI é positivo. E mais positivo ainda é o facto da TVI não continuar com um espaço de comentário político em antena. Comentadores políticos com fortes ligações aos partidos políticos nunca será um bom caminho para a democracia. A isenção nunca será o prato forte do comentador. 

NOTA NEGATIVA
A velhinha "Praça da Alegria" voltou às manhãs da RTP1 e ao Porto. Neste seu regresso perdeu a "Alegria" pelo caminho para se vir a chamar só de "A Praça". O cheiro a mofo "matou" desde logo o programa de Jorge Gabriel e Sónia Araújo. As audiências feitas até agora revelam que este regresso é um flop. Daniel Deusdado foi teimoso e, contra muitos telespectadores, quis fazer justiça pelas próprias mãos. O resultado, esse, está à vista: um autêntico fracasso que ajudou o programa da SIC a subir nas audiências e a aproximar-se do "Você na TV" da TVI. Enquanto isso a RTP1 perde cada vez mais telespectadores nas manhãs. 

Paulo Dentinho e companhia (limitada) decidiu mexer no canal de notícias da RTP para "matar" a RTP Informação e fazer nascer a RTP3. Até agora, o que se viu é, realmente, muito mau. Uma mudança infeliz. O grafismo é de brandar aos céus e os cenários, esses, metem dó. A RTP3 é um canal cinzento, sem brilho e que, dificilmente, ganhará mais telespectadores. Esta mudança é má demais para ser verdade. Da RTP espera-se sempre mais e melhor. Não foi este o caso.

Por: Rui Miguel

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